Voltar ao BlogCardiologia

Como ajudar alguém a passar por um ataque de pânico

Dr. Márcio Borges
Publicado em 18 de agosto de 2024Atualizado em 04 de outubro de 2026
Como ajudar alguém a passar por um ataque de pânico

Imagine que você está vivendo sua vida normalmente, quando, de repente, o mundo parece desabar sobre você. Seu coração começa a disparar, o ar parece faltar, um frio na espinha toma conta do seu corpo, e um pensamento aterrorizante se instala: "Estou morrendo".

O que é isso? Um ataque cardíaco? Talvez... mas pode ser algo igualmente assustador, porém menos conhecido: um ataque de pânico!

Já tive inúmeros casos desses em meu consultório...

O que é um ataque de pânico e quais são os sintomas

Mas, o que é esse tal ataque de pânico? Bem, é como se uma onda gigantesca de medo e ansiedade invadisse seu corpo, sem aviso. Os sintomas? Ah, são de arrepiar! Seu peito pode apertar como se uma tonelada estivesse sobre ele, o coração dispara como se tivesse vida própria, e a respiração, antes natural, vira uma batalha para puxar o ar.

Você pode suar frio, sentir náuseas, tontura, e até um formigamento estranho nos braços. Tudo isso junto cria uma sensação desesperadora de que algo muito, muito errado está acontecendo.

Agora, imagine que você está ao lado de alguém que está passando por isso. Pode ser seu amigo, um familiar ou até mesmo você. A pessoa está ali, aparentemente normal, mas por dentro, está lutando uma guerra invisível. E, talvez, você nem perceba o que está acontecendo até que ela, desesperada, diga: "Eu acho que estou morrendo!"

Ataque de pânico ou infarto? Na dúvida, pronto-socorro

É complicado, porque os sintomas de um ataque de pânico podem ser tão intensos que parecem com os de um ataque cardíaco. Como saber o que fazer? Se a pessoa já tem problemas no coração ou é mais velha, não hesite: leve-a ao pronto-socorro. Na dúvida, é sempre melhor prevenir. Nas emergências, eles sabem lidar com esses casos com um protocolo especial para dores no peito.

Como ajudar alguém durante a crise

Mas, e se você souber que é "só" um ataque de pânico? O que fazer? Primeiro, não entre em pânico junto. Fique com a pessoa, mostre que você está ali, do lado dela. Fale devagar, com palavras que tragam segurança: "Vai passar, você vai ficar bem." Um ataque de pânico atinge o auge rápido, em poucos minutos, mas depois começa a diminuir. Só que, naquele momento, parece eterno.

Ajude a pessoa a se concentrar na respiração. Sim, acredite, respirar da maneira correta pode fazer uma diferença enorme. Inspire devagar, pelo nariz, e solte o ar pela boca, tentando respirar com a barriga, não com o peito. Faça isso junto com ela, se necessário. Às vezes, repetir movimentos simples, como levantar os braços ou bater os pés no chão, também pode ajudar a tirar o foco daquela sensação de desespero.

A crise passa e tem tratamento

Com o tempo, a pessoa pode aprender a lidar melhor com esses ataques, especialmente com tratamento médico, de preferência com um psiquiatra, junto com a psicologia. Mas, naquele momento, o que ela mais precisa é saber que não está sozinha, que alguém entende o que ela está sentindo, e que, por pior que pareça, aquele terror vai passar.

Lembre-se: o pânico é como uma tempestade violenta, que chega sem aviso, mas que também vai embora, deixando o céu limpo de novo. E você pode ser a pessoa que ajudará alguém a atravessar essa tempestade.

Dr. Márcio Borges

Dr. Márcio Fernando Borges

Geriatra e Cardiologista · CRM-SC 20861 · RQE 12089 · RQE 12090

Médico com mais de 35 anos de experiência em Geriatria e Cardiologia. Referência em saúde da pessoa idosa no oeste de Santa Catarina.

Gostou do artigo?

Agende uma consulta e cuide da sua saúde!

Agendar Consulta